Luís Vaz de Camões

Luís Vaz de Camões

Luís Vaz de Camões (Portuguese pronunciation: [luˈiʒ ˈvaʒ dɨ kaˈmõjʃ]; sometimes rendered in English as Camoens or Camoëns (e.g. by Byron in English Bards and Scotch Reviewers), /ˈkæm oʊˌənz/; c. 1524 or 1525 – 20 June [O.S. 10 June] 1580), is considered Portugal’s and the Portuguese language’s greatest poet. His mastery of verse has been compared to that of Shakespeare, Vondel, Homer, Virgil and Dante. He wrote a considerable amount of lyrical poetry and drama but is best remembered for his epic work Os Lusíadas (The Lusiads). His collection of poetry The Parnasum of Luís de Camões was lost in his lifetime. The influence of his masterpiece Os Lusíadas is so profound that Portuguese is sometimes called the “language of Camões”.

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Love is…

Em Português

Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que doi, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

In English

Love is a fire that burns unseen,
a wound that aches yet isn’t felt,
an always discontent contentment,
a pain that rages without hurting,

a longing for nothing but to long,
a loneliness in the midst of people,
a never feeling pleased when pleased,
a passion that gains when lost in thought.

It’s being enslaved of your own free will;
it’s counting your defeat a victory;
it’s staying loyal to your killer.

But if it’s so self-contradictory,
how can Love, when Love chooses,
bring human hearts into sympathy?

© 1598, Luís Vaz de Camões
From: Rimas
Publisher: Almedina, Coímbra, 1994
ISBN: 972-40-0775-8
© Translation: 2006, Richard Zenith

Dear gentle soul…

Em Português

Alma minha gentil, que te partiste
tão cedo desta vida descontente,
repousa lá no Céu eternamente,
e viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subiste,
memória desta vida se consente,
não te esqueças daquele amor ardente
que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
algũa cousa a dor que me ficou
da mágoa, sem remédio, de perder-te,

roga a Deus, que teus anos encurtou,
que tão cedo de cá me leve a ver-te,
quão cedo de meus olhos te levou.

In English

Dear gentle soul, you that departed
this life so soon and reluctantly,
rest in heaven eternally
while I remain here, broken-hearted.

If there in the ethereal skies
memories are still allowed to move,
do not forget that ardent love
you once saw shining in my eyes.

And if you judge there might be merit,
however small, in this pain that stays,
grieving with nothing to repair it,

petition God, who cut short your days,
to take me to you, in that reckless spirit
he used to summon you from my gaze.

© 1595, Luís Vaz de Camões
From: Rimas
Publisher: Almedina, Coímbra, 1994
ISBN: 972-40-0775-8
© Translation: 2006, Landeg White

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